Nota zero no dia da escola

Minha agenda acaba de me informar que hoje é o Dia da Escola… Devo dar parabéns a quem se estudei a minha vida inteira em uma das milhares de escolas sucateadas da rede pública de ensino? Devo agradecer a quem por meus amigos que tem segundo grau completo e não conseguem montar uma frase sem errar a concordância? Será que posso agradecer a uma escola que concebe a minha formação sem sequer ter exigido a leitura de um (pelo menos um) livro de literatura nacional?

Devo comemorar o que se não há mérito nenhum em passar de ano na era do conceito da Progressão Continuada? A quem devo agradecer por esconder a realidade com estatísticas frias e ilusórias e apontar uma “evolução” mentirosa, que significa na verdade o atraso? Nosso sistema de educação contrária à bandeira: “desordem e regresso” A minha sorte foi ter meia dúzia de excelentes e apaixonados professores e um incentivo a leitura dentro de casa. Eu dou zero para o ensino público nacional.

♫ Um país que perdeu a identidade
Sepultou o idioma português
Aprendeu a falar pornofonês
Aderindo à global vulgaridade ♫

Zé Ramalho

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Omissão intelectual?

Por que será que as pessoas tem, de modo geral, tanto medo de expor suas opiniões? Qual é o motivo de tanta insegurança? Falta de conteúdo? Não é possível… Todo mundo tem algo relevante a dizer. Preguiça de pensar então? Pode ser. Não, não, não… Talvez seja medo de chamar a atenção e ser sumariamente decapitado pela opinião pública. Não tem aquele ditado que diz que prego que se destaca toma martelada? Bom… Eu não sigo essa linha não. Que venha a martelada mais uma vez então.

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Vilão destituido

Ricardo Teixeira caiu e agora veremos um show de críticas mirabolantes ao dirigente, não que não sejam justas. Admiro quem sempre teve coragem de bater no chefão obscuro do futebol brasileiro, mesmo quando ele esteve no poder. Entretanto, agora, que ele não representa mais perigo, fica mais fácil pisar e está chovendo oportunistas. Romário já emendou de primeira: “acabamos de expurgar um verdadeiro câncer do futebol brasileiro”. Aliás… Que foto oportuna essa da Agência Brasil hein?

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De que planeta veio Messi?

De que planeta veio esse Lionel Messi? Como ele pode ser tão bom? Como pode parecer um jogador tão perfeito? Ele não pode destroçar as zagas alheias assim, sem ninguém pará-lo. O que é isso? Se o Barcelona é mais que um clube, Messi é, sem dúvida, muito mais do que um jogador, é um artista dos campos. E assim, com pinturas de gol em gol, vai colorindo o nossos olhos abismados. Os deuses do futebol riem as gargalhadas no olimpo desse esporte bretão. Uma obra-prima de jogador, um gênio em estado puro. E esse Barcelona hein? Fantástico. Uma máquina de gols e passes perfeitos, uma verdadeira escola de futebol.

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Já que pegou faz direito

Acho que o Ministro Aldo Rebelo deu um toco bonito no secretário geral da FIFA hein? Agora, tem bastante coisa errada ou, no mínimo, obscura nessa organização da Copa. Entretanto, já que pegamos o evento para fazer, que pelo menos façamos direito e sem trambique.

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Feliz foi Adão…

Parece que falta um pouco de traquejo político ao nosso prefeito Gilberto Kassab. Será que essa restrição em relação a circulação de caminhões foi discutida com todas as partes? Sinceramente não são os caminhoneiros os principais culpados por todos esses anos de atraso na infraestrutura do transporte na cidade, no estado ou mesmo no País. E agora os cidadãos comuns, como eu e você, vão pagar pela própria incompetência em eleger alguém decente para gerir nossa política. E quanto aos donos de postos de combustíveis e a alta repentina nos preços, só há uma coisa a dizer: a ocasião faz o ladrão. E falando em frases feitas e veículos de carga lembrei-me agora de uma placa de caminhão que dizia: “feliz foi Adão, que não teve sogra e nem caminhão”.

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Pô Mario Prata

A ousadia do meu amigo Paulo Avila Filho não tem limites. Observador inveterado, com senso crítico aguçado, ele também ataca de revisor e não perdoa ninguém com seu temido lápis verde. Eis que dessa vez a vítima, vejam vocês (rimou), foi uma crônica de Mario Prata. Com olhos de lince, Paulo grifou uma redundância. A sorte é que o brilhante Maria Prata tem licença poética, afinal de contas, a redundância é um excesso…. E o excesso, como vocês sabem, é a grande matéria-prima de um poeta.

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